Acordei cedo.
Preparei o café. Minhas vestes de dormir ainda desenhavam meu corpo. Cabelo solto. A saudade caminhava nas entrelinhas do meu sorriso largo. Arrumei a casa, cuidei das unhas. Hoje eu iria te encontrar. Som envolvente, laços de fita no meu coração à pulsar. Acarinhou-me, desalinhou-me. Falou-me até o que me custa acreditar. Envolvida em pesamentos, rumorejei interiormente a despedida da imagem lúgrube que me casoava no pensar. És tu, lisonjeiro, mar aberto para alma minha, que descansa, encanta e desalinha. Sigo-te em estradas que não sei caminhar, és meu guia, passado vivo, esperança resplandecida, és o ato do sonhar.

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